Autor: Notícias PMCG

Prefeitura de Campina Grande realiza Formação sobre TEA voltada para colaboradores de vários serviços da assistência social

Evento reuniu 150 pessoas, entre coordenações, técnicos e educadores no auditório da OAB nesta sexta-feira.

24/04/2026 16h30 Atualizado há 3 horas

Uma manhã de muito aprendizado e reflexão, com auditório lotado. Foi assim a Formação sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovida pela Diretoria de Proteção Especial de Média e Alta Complexidade (PSE), da Prefeitura de Campina Grande, ligada à Secretaria de Assistência Social (Semas), para 150 colaboradores, envolvendo coordenadores, equipes técnicas e educadores de vários serviços da pasta. O evento ocorreu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no bairro do Catolé.

A primeira palestra foi ministrada pela psicóloga clínica, especialista em Neuropsicologia e coordenadora do programa Criança Feliz (Semas), Cláudia Costa, que discorreu sobre o “Cuidado com Crianças com TEA na prática: Estratégias, manejo e sensibilidade no cotidiano profissional. A especialista trouxe um Estudo de Caso, mostrando a mudança de comportamento de uma criança autista, de 5 anos, quando começa a bater a cabeça na parede, exatamente, porque alguém havia mudado a mesa de jantar de um lugar para o outro. Trouxe ainda vários outros exemplos e reflexões para uma melhor compreensão do comportamento autista.

A palestrante convidada, Ivana Clotilde Rizzi, mestre em Educação Especial Inclusiva, com formação em ABA, tratou sobre o tema: Autismo, estratégias para o enfrentamento do cotidiano. Entre as abordagens, O Por que do Enfrentamento, A diferença entre Crise e Birra, Estratégias para o cotidiano, entre outros pontos. Ivana lembrou que o autismo é mais comum em meninos do que meninas e que em um futuro bem breve, seremos uma sociedade impactada pelo autismo.

“Os dados do censo escolar, por exemplo, mostram um crescente aumento no diagnóstico do autismo. De 2023 a 2024, foram mais de 300 mil alunos da educação básica diagnosticados com TEA. Alunos que no futuro irão impactar as políticas públicas não só de educação, mas de saúde, assistência social, e estarão presentes em vários setores da sociedade. Teremos vizinhos autistas, seremos atendidos por profissionais autistas, enfim, vamos conviver com autistas com frequência. Precisamos avançar enquanto sociedade civil em termos de conhecimento. Precisamos pensar em uma capacitação geral da população, porque o TEA é uma pauta da sociedade, que precisa ser cada vez mais inclusiva”, disse a especialista.

Já a advogada Melanie Mendoza, doutora e mestre em Direito, ministrou sobre “A Lei como instrumento de cuidado, garantindo dignidade e os direitos da pessoa autista em ambiente terapêutico. Ela lembrou que a família atípica precisa estar atenta aos direitos desse público e principalmente, avaliar a progressão do atendimento dos filhos, além de estar de fato atentos aos Direitos em Saúde e Educação.

Maria Laura, psicóloga da Casa da Esperança 4, estava atenta às explanações. “Me chamou a atenção a variedade de recursos e ideias trazidos em uma das palestras, o que abriu muito a nossa mente, além das estratégias de enfrentamento para lidar com as crises diferenciadas e de compreender o mundo da criança autista, que é totalmente diferente do nosso. Um momento muito rico e impactante”, disse a colaboradora.

“Estamos muito felizes com o resultado dessa Formação, visto que é a primeira de várias outras discussões que estarão sendo realizadas pela PSE. Sabemos que precisamos avançar ainda mais em temas como o Autismo e tantos outros, tornando os nossos técnicos e profissionais ainda mais preparados para lidar com o dia a dia das nossas crianças e adolescentes com autismo”, disse a diretora de Proteção Especial, Ana Cleide Rotondano.
Para o secretário da Semas, Fábio Thoma, um momento de aprendizado que demonstra a preocupação da Secretaria com a causa autista. Sabemos que temos um longo caminho a percorrer neste sentido, mas estamos atentos à esse trabalho junto aos nossos serviço”, disse o secretário.

Na organização do evento da PSE, Kalina Oliveira, supervisora e o psicólogo Alexandre Brasil. O evento contou ainda com a participação da cantora e mãe atípica, Danda Tavares e do pai, Odilon Tavares que trouxe um pouco do repertório e também falou sobre a sua realidade a partir dos cuidados com o filho Gabriel, 8 anos, autista, nível de suporte 3. Ao final houve a entrega de lembrancinhas às convidadas e sorteio de livros com vários temas, doados pela Saúde Mental.

Codecom


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