Autor: Notícias PMCG

Ação Social: Prefeitura de Campina Grande leva ações do Programa Ruanda para famílias carentes

Desenvolvido pela Semas, o Ruanda atua com base na proteção dos direitos das crianças e adolescentes.

24/08/2026 15h46 Atualizado há 2 horas

Realizado pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), o Programa Ruanda se destaca como uma ferramenta de preservação dos direitos de crianças e adolescentes, além de apoio e inclusão social para as famílias. No primeiro semestre deste ano, somando os atendimentos de assistência social, psicologia, pedagogia e educação social, foram 21 visitas domiciliares realizadas pela equipe do Ruanda.

De acordo com Océlia Barros, coordenadora do programa, tudo começa com a observação de crianças e adolescentes em situações de mendicância ou trabalho nas ruas da cidade. A abordagem é realizada de forma lúdica, com o objetivo de conhecer a realidade e identificar a família.

“A gente faz as visitas domiciliares e, de acordo com a necessidade, a gente encaminha para os demais serviços sociais”, disse Océlia Barros.

Uma das famílias acompanhadas é a de Jéssica Barbosa Santos, do bairro do Araxá. Atualmente, Jéssica é dona de casa e vendedora ambulante de doces. Mas a realidade nem sempre foi essa.

“Agradeço a Deus e depois ao Ruanda. Eu era viciada em drogas, vivia pedindo esmola nas ruas. Causava sofrimento aos meus filhos. O Ruanda me resgatou”, afirmou Jéssica.

Jéssica foi encontrada pelo serviço de busca ativa do Programa Ruanda, em abril de 2024, pedindo esmolas no Centro de Campina Grande. Na ocasião, ela estava acompanhada dos filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 12 anos.

“Ela estava em estado de extrema pobreza, sem documentos e sem ter o que comer. Encaminhamos ao Cras Jeremias onde, primeiramente, conseguimos cestas básicas. Direcionamos também para a retirada de todos os documentos”, relatou a educadora social Tamires Raiane, responsável pelo acolhimento inicial da família.

Na ocasião, as crianças não estavam matriculadas em escola. Hoje, todas estão estudando na Escola Municipal José Virgínio de Lima, no bairro do Araxá, onde moram. Já a casa própria foi construída a partir de doações de pessoas que se solidarizaram com a situação da família.

Com isso, Jéssica Barbosa Santos saiu de uma vida sem perspectivas para os planos de crescimento. “Antes de conhecer o pessoal do Ruanda, minha vida era só a ‘misericórdia’. Eu era moradora de rua. Hoje eu tenho minha casa, vendo pipoca e paçoca e profetizo que, no futuro, terei a minha lanchonete”, disse Jéssica.

Codecom


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