As Casas da Esperança integram uma rede de proteção social para crianças e adolescentes, desenvolvida pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). As quatro unidades contam com ampla estrutura para abrigar até 20 crianças/adolescentes, obedecendo ao limite legal de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes (Conanda). Preservar o ambiente residencial e humanizado está entre as prioridades de cada casa.
O secretário de Assistência Social de Campina Grande, Fábio Thoma, destacou, justamente, a intenção de organizar os ambientes de forma acolhedora. “É um trabalho incansável para manter tudo de melhor para essas crianças. O intuito é oferecer um lar, para que elas possam estudar, aproveitar momentos de lazer, ter alimentação adequada para se tornarem adultos que caminhem com seus próprios passos”, disse Fábio Thoma.
Segurança Alimentar
A Casa I, assim como as outras três unidades, conta com uma equipe composta por educadores sociais, enfermeiros, pedagogos e um psicólogo que atende três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras. Dentre os pilares principais do que é oferecido, está a segurança alimentar.
“O trabalho que é feito aqui, a gente pode chamar de ‘biopsicossocial’ e a alimentação faz parte de um desenvolvimento, sobretudo, biológico. A alimentação é um dos grandes desafios da vulnerabilidade social. Então, quando a gente trata desse tema, a gente fala de um corpo que precisa desse alimento pra se desenvolver”, comentou o psicólogo Adriano Motta Filho, responsável pelos atendimentos na Casa I.
Reinserção na Sociedade
A Casa I acolhe meninos entre 7 e 17 anos. No primeiro semestre, foram 23 acolhimentos e três jovens reinseridos na sociedade. Um dos que ainda estão no serviço é M.D.S.P., de 17 anos. Ele, inclusive, já trabalha em uma hamburgueria como jovem aprendiz. “Depois que eu comecei a trabalhar e voltei pra escola, eu comecei a me desenvolver cada vez mais. Aqui é um lugar bom pra criança e o adolescente”, disse.
A casa dispõe de quartos e banheiros, sala de estar com TV, área de lazer com quadra esportiva e piscina, cozinha e refeitório, despensa e salas para acompanhamento pedagógico e psicológico, além de áreas de convivência com plantas, árvores frutíferas e ambientes ao ar livre. “Nossos acolhidos também são inseridos em cursos diversos como ‘manutenção de celulares’ e ‘robótica’, por exemplo. A equipe faz todo um trabalho de preparação para a autonomia desses jovens”, finalizou Daniela da Silva Melo, coordenadora da unidade I das Casas da Esperança, em Campina Grande.
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