Autor: Notícias PMCG

119 anos da chegada do trem: Museu do Algodão preserva memória de um dos períodos mais importantes de Campina Grande

Acervo reúne documentos, objetos, maquinários e peças que ajudam a contar como a chegada dos trilhos contribuiu para o desenvolvimento da cidade.

02/10/2026 14h08 Atualizado há 2 horas

Em 2026, Campina Grande completa 119 anos da chegada do trem, marco que transformou a história econômica, urbana e social do município. A ferrovia, implantada em 1907, foi fundamental para a expansão comercial da cidade e para o fortalecimento do ciclo do algodão, período que ajudou a consolidar Campina Grande como um dos principais centros econômicos do interior nordestino.

Parte dessa história permanece viva no prédio da antiga Estação Velha, onde funciona o Museu do Algodão, espaço dedicado à preservação da memória ferroviária e algodoeira do município. O acervo reúne documentos, objetos, maquinários e peças que ajudam a contar como a chegada dos trilhos contribuiu para o desenvolvimento da cidade, incluindo a tradicional locomotiva Maria Fumaça.

Administrado pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), o museu recebe estudantes, pesquisadores, turistas e visitantes interessados em conhecer um dos capítulos mais marcantes da trajetória da Rainha da Borborema.

“Visitar o Museu do Algodão é uma oportunidade de conhecer de perto uma parte fundamental da história de Campina Grande. O acervo permite compreender a importância que a ferrovia e o algodão tiveram para o crescimento da cidade e para a formação da identidade econômica e cultural que conhecemos hoje”, destacou a historiadora e gerente do Museu do Algodão, Betânia Andrade.

A chegada do trem também está diretamente relacionada ao aumento da produção e do comércio do algodão. Com a possibilidade de transportar a produção para outras regiões, Campina Grande ampliou sua integração com os principais mercados e viveu um período de crescimento que modificou sua paisagem urbana e fortaleceu sua posição como importante centro comercial.

“As visitas a museus e a espaços históricos são extremamente importantes para as novas gerações, principalmente porque muitas pessoas nunca tiveram contato com essas estruturas e com essa história. Trazer os alunos, aproximar novos públicos e também os turistas desses espaços proporciona uma experiência muito rica, que amplia o conhecimento e agrega muito à vida dessas pessoas. É uma forma de conhecer, vivenciar e valorizar o nosso patrimônio”, salientou a aluna de História da UEPB, Jenifer Jenuino, durante visita realizada na programação do evento Primavera dos Museus.

Ao completar 119 anos desse acontecimento, a cidade mantém viva essa memória por meio de espaços como o Museu do Algodão, que aproxima as novas gerações de uma história marcada pela ferrovia, pelo trabalho e pelo desenvolvimento econômico. A visitação é gratuita e o Museu do Algodão funciona de terça a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Codecom


Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support

Preferência de Cookies

Usamos cookies e tecnologias semelhantes que são necessárias para operar o site. Você pode consentir com o nosso uso de cookies clicando em "Aceitar" ou gerenciar suas preferências clicando em “Minhas opções”. Para obter mais informações sobre os tipos de cookies, como utilizamos e quais dados são coletados, leia nossa Política de Privacidade.