A Clínica Escola do Autismo – Afeto, em Campina Grande, tem se consolidado como referência para outros estados do país no atendimento especializado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Na manhã desta terça-feira, 24, a unidade recebeu a visita do secretário municipal de Educação de São Miguel dos Campos, do estado de Alagoas, Álvaro Leiva, que veio, juntamente com a coordenação de educação especial, conhecer de perto a estrutura e o funcionamento do equipamento.

Durante a visita, a gerente de projetos da Secretaria Municipal de Educação, Fabíola Gaudêncio, destacou a importância de compartilhar experiências com outros municípios.
“A gente está aqui para compartilhar nossas experiências, nossas vivências e poder ajudar na construção de um projeto como esse. O secretário já nos revelou que pretende instalar um equipamento semelhante no município dele, e estamos à disposição para oferecer o apoio necessário e repassar as informações que consideramos essenciais para a implantação”, afirmou.
O secretário Álvaro Leiva ressaltou a necessidade de iniciativas como a de Campina Grande. “A gente precisa muito ter esse tipo de equipamento. Conhecimento e parceria são fundamentais para que possamos implantar algo semelhante no nosso município”, pontuou.
Inaugurada em julho de 2023, a clínica já atende mais de 180 crianças, das quais 50 são da rede municipal. O espaço oferece acompanhamento nas áreas de pedagogia, psicopedagogia, psicologia, nutrição, fisioterapia, enfermagem, terapia ocupacional, assistência social e fonoaudiologia.
A Clínica Afeto funciona por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Educação e de Saúde, consolidando um modelo intersetorial que integra atendimento clínico e acompanhamento educacional. O serviço é destinado a crianças com autismo, de 4 a 12 anos, que não estejam sendo atendidas por outra instituição.
De acordo com a coordenadora clínica da Secretaria Municipal de Saúde, Paula Campos, o projeto une as duas áreas para ampliar o suporte às crianças e às famílias. “Somos um projeto intersetorial, onde funciona a parte clínica e a parte escolar. Atualmente, 180 crianças são assistidas, sendo 50 estudantes da escola”, explicou.
Codecom

