Autor: Notícias PMCG

CASAS DA ESPERANÇA: Escutas especializadas em psicologia têm sido eficazes no cuidado e desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Atualmente, a Assistência Social conta com 58 profissionais desta área atuando nos serviços coordenados pela pasta.

18/09/2026 10h05 Atualizado há 35 minutos

A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), disponibiliza uma ampla rede de serviços de proteção à faixa populacional mais vulnerável. Uma das prioridades é a preservação dos direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As Casas da Esperança atuam de forma consistente no acolhimento do público infantojuvenil, vítima de qualquer tipo de violação, tendo a psicologia como ferramenta essencial para a garantia do bem-estar dessas pessoas.

Atualmente, a Semas conta com o trabalho de 58 profissionais de psicologia, distribuídos nos vários serviços. Boa parte deles, atua nas Casas da Esperança. Na unidade IV, por exemplo, as escutas especializadas acontecem às segundas, quartas e quintas-feiras, compondo uma série de atividades, de acordo com o que preconiza o ECA.

Psicóloga Laura Moraes

“Nosso trabalho é acompanhado de perto pelo Ministério Público (MP) e pela Vara da Infância e Juventude (VIJ). Atuamos com vários casos de alta complexidade, que exigem um maior empenho profissional. Trabalhamos com um público que está no último estágio de violação social e psicológica”, enfatizou Alexandre Brasil, psicólogo responsável por supervisionar o trabalho nas quatro unidades das Casas da Esperança.

A Casa IV, atua com núcleos de irmãos. Laura Moraes é a psicóloga responsável pelo acompanhamento, por meio de escutas especializadas. “Eu acompanho essas crianças diariamente, fazendo o encaminhamento delas para os serviços de atendimento quando necessário, seja o Caps, ou um acompanhamento por meio de terapias necessárias para o desenvolvimento psicossocial “, explicou a profissional.

A unidade acolhe atualmente, 20 crianças e adolescentes, dos 3 aos 16 anos. Sendo dezesseis formado por núcleos de irmãos, e quatro sozinhos. Dentre estes, está a adolescente E.G.S., 16 anos. Ela é aluna do 9º ano em uma conceituada instituição de ensino, onde foi aprovada em um processo seletivo para bolsistas. Ela sonha em atuar como profissional do mercado financeiro. Estudante dedicada, a jovem encontrou na psicologia o suporte necessário para encarar os desafios.

“São profissionais que ajudam a entender os nossos pensamentos, a solucionar os problemas. Me ajudam a vencer os medos e encontrar formas de lidar com os desafios”, afirmou a estudante.

“Eles têm acesso à saúde, educação, esporte e tudo que seja necessário para o pleno desenvolvimento. No que diz respeito à saúde mental, eles têm acesso a todos os serviços que são ofertados pelo município, seja nos Caps ou até mesmo emergência psiquiátrica em algum caso mais específico”, finalizou Ana Neri Bernardo, coordenadora da unidade IV das Casas da Esperança.

De acordo com o secretário, Fábio Thoma, o trabalho realizado pelos profissionais de psicologia nas unidades, tem feito a diferença na vida dos acolhidos. “Eles vêm de várias realidades e nas Casas de Acolhimento, eles encontram carinho, cuidado e dedicação. A sensibilidade das nossas equipes multidisciplinares, torna esse trabalho ainda mais especial e necessário, para preparar todos eles para um futuro melhor e mais promissor”, disse o gestor da Semas.

Codecom


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