O Museu do Algodão, em Campina Grande, recebeu, nesta sexta-feira (25), estudantes do curso de História da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) para uma aula de campo e roda de conversa sobre memória, patrimônio e a história do algodão no município. O encontro aproximou a experiência acadêmica do espaço museal e destacou o papel da instituição na preservação e difusão da história de Campina Grande.
A atividade contou com a participação do historiador Erick Brito, que conduziu o diálogo com os estudantes ao lado da equipe do Museu do Algodão. A proposta foi relacionar os conteúdos discutidos em sala de aula à experiência direta com o acervo e com as narrativas preservadas pela instituição.
“É necessário que surjam mais políticas públicas, para preservação do que é considerado patrimônio, nao apenas em Campina Grande, mas em todo o Brasil. Essa preservação vai servir como alicerce para identificar esse patrimônio que foi edificado”, destacou Erick Brito.
Além da conversa, os estudantes puderam conhecer mais de perto o espaço e compreender como os objetos, documentos e demais elementos preservados pelo museu contribuem para a construção das narrativas sobre a cidade e sua relação histórica com a produção algodoeira.
Para a diretora do Museu do Algodão, Betânia Andrade, a aproximação com a universidade reforçou a vocação educativa do espaço.
“Receber os estudantes foi uma oportunidade de mostrar que o museu é um espaço vivo, de conhecimento, memória e pertencimento. Quando conseguimos aproximar a universidade do museu, também fortalecemos a educação patrimonial e criamos novas possibilidades de diálogo sobre a nossa história”, afirmou.
A atividade integrou a programação da 20ª Primavera dos Museus, iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que aconteceu entre os dias 21 e 27 de setembro. Em 2026, a mobilização teve como tema “Museus para Todas as Pessoas”, propondo uma reflexão sobre acessibilidade, inclusão, diversidade, representatividade, direito à memória, participação e pertencimento.
“É uma experiência muito rica, porque a gente não fica apenas na teoria e vivencia aquilo que a gente lê e isso aflora o nosso imaginário. Esse momento também nos dá ideias para que, quando formos professores, também passaremos essa experiência para os nosso futuros alunos”, destacou Raquel Wanderlei.
Em todo o país, a programação reuniu museus, Pontos de Memória e outras instituições culturais em ações como exposições, palestras, oficinas, seminários, rodas de conversa, visitas mediadas e atividades educativas. Em 2026, foram cadastradas cerca de 2.700 atividades por mais de 920 instituições.
Em Campina Grande, a programação foi idealizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura (Secult). Para a secretária de Cultura, Anny Karenine, ações como a realizada no Museu do Algodão contribuem para aproximar a população dos espaços que preservam a história da cidade.
“Esse encontro mostrou, mais uma vez, como os museus podem ser espaços de educação, diálogo e produção de conhecimento. Aproximar os estudantes desses lugares é também aproximá-los da história de Campina Grande e fortalecer o sentimento de pertencimento à nossa cidade”, ressaltou.
A programação da Primavera dos Museus também contou com visitas guiadas no Museu do Algodão, ampliando o acesso do público ao acervo e às histórias preservadas pela instituição.
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