Prefeitura inicia plantação de horta comunitária para ampliar a alimentação dos venezuelanos da comunidade Warao

Foram plantadas sementes de frutas e legumes com previsão de colheita em outubro

Em breve os venezuelanos que são atendidos pela Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), poderão contar com mais uma importante fonte para o cultivo de alimentos. É que nesta segunda-feira, 02, equipes da Sesuma e da Secretaria Municipal de Agricultura (Seagri) estiveram no Espaço Humanitário do Imigrante Venezuelano (mais conhecido como Espaço Warao), localizado no bairro do Jeremias, para dar início ao projeto “Horta Comunitária Urbana”.

Em uma área de 370 metros quadrados, o projeto foi iniciado com o plantio de 50 sementes de frutas e legumes: abóbora (jerimun), mamão, acerola, pitanga, graviola e tomate.

O projeto da Seagri está sob a coordenação da agroecóloga Andrezza Maia, que na oportunidade representou o secretário da Agricultura, Renato Gadelha. A proposta é, em breve, ampliar o acesso dos venezuelanos para outras variedades de frutas, já que eles não têm o hábito de consumir produtos folhosos, a exemplo do alface, coentro e couve.

Segundo Andrezza Maia, as plantações atualmente existentes na área (milho, macaxeira e batata) estão fora dos critérios técnicos de plantio. Por isso, especialmente em relação ao milho, os refugiados não tiveram uma boa produção, apesar de o cultivo ter ocorrido entre maio e junho deste ano. “Vamos, inclusive, utilizar a plantação de milho como adubação verde nas próximas plantações e os venezuelanos já se mostraram interessados em aprender novas técnicas agrícolas para ter uma melhor produção”, disse Andrezza.

A expectativa, agora, é para a colheita das frutas e legumes, prevista para acontecer em outubro. Além das novas mudas, também foi plantado no local uma muda de “ora-pro-nóbis”, uma planta rara e de cheiro forte, que impede o ataque de insetos às plantações, funcionando como uma espécie de repelente.

Planta ora-pro-nóbis

Para Tais Lima, coordenadora do Espaço Warao, o plantio adequado não apenas reforça a alimentação dos venezuelanos como também atende a questão cultural do país de origem. “Eles têm, por hábito, cultivar a própria alimentação, além de ser uma importante terapia”, ressaltou. Atualmente, estão no Warao oito venezuelanos (cinco adultos, um adolescente e duas crianças).

Enrique Zapata, um dos venezuelanos da comunidade Warao, tem acompanhado atentamente todos os passos do projeto e faz questão de cuidar do plantio. “Estou satisfeito com a iniciativa e as orientações”, frisou.

Codecom

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