O período junino impulsiona fortemente o comércio local com o aumento significativo no consumo de alimentos tradicionais. Para auxiliar os consumidores na busca pelo melhor custo-benefício e promover a economia doméstica durante as festividades de São João, o Procon Municipal de Campina Grande realizou nessa quinta-feira (18) um levantamento detalhado de preços de comidas típicas na cidade.
A pesquisa de campo abrangeu feiras livres, panificadoras e estabelecimentos especializados em produtos regionais.
O estudo coletou informações sobre itens essenciais da mesa junina, como milho verde, pamonha, canjica, bolos típicos (milho e pé-de-moleque) e derivados do leite (queijo coalho, queijo manteiga, nata e manteiga da terra).
Os produtos mais tradicionais à base de milho apresentaram um comportamento de preços relativamente uniforme no mercado local. A pamonha registrou preço médio de R$ 6,42, com os menores valores (R$ 6,00) encontrados em locais como Maná Bolos, Casa do Pamonheiro, Panificadora Letícia e Rancho da Pamonha.
Cenário semelhante foi observado na canjica, que apresentou preço médio de R$ 6,25 e preço mínimo também de R$ 6,00 nos mesmos estabelecimentos. Já a “mão” do milho verde teve preço médio de R$ 63,33, variando entre R$ 60,00 (na Feira da Liberdade e Feira Central) e R$ 70,00.
Por outro lado, as maiores distorções de preço foram identificadas no setor de panificação regional. O bolo de milho e o bolo “Pé-de-Moleque” registraram uma expressiva variação de 120%, oscilando entre R$ 10,00 e R$ 22,00. O menor valor para as duas opções foi verificado no estabelecimento Delícias do Cariri.
Já no segmento de laticínios, o queijo coalho apresentou preço médio de R$ 36,00, com o menor valor a R$ 32,00 (Delícias do Cariri e Feira da Prata). O queijo manteiga variou de R$ 39,00 a R$ 50,00. A maior oscilação nos derivados do leite ficou por conta da nata pequena, que atingiu 80% de variação, custando de R$ 5,00 a R$ 9,00.
O Procon-CG ressalta que as comparações diretas devem levar em conta que os valores praticados podem oscilar também em função da qualidade, origem e quantidade de cada produto oferecido.
“O nosso objetivo principal com este levantamento é fornecer informações claras que auxiliem os consumidores campinenses na escolha de opções com melhor custo-benefício, garantindo que a tradição do São João caiba no bolso de cada cidadão. Verificamos que a comparação entre os estabelecimentos permite obter uma economia real e expressiva. Especialmente neste período junino, quando a demanda por comidas típicas é intensificada, pesquisar continua sendo a melhor ferramenta de defesa do bolso do consumidor”, afirmou Waldeny Santana, coordenador do Procon-CG.
Veja a pesquisa de campo completa (PDF)
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