Uma das novidades d’O Maior São João do Mundo 2026 é a barraca ‘Raizes de Campina’, instalada na estrutura Vila Nova da Rainha, no Parque Evaldo Cruz. O projeto que é coordenado pela Secretaria de Assistência Social (Semas), da Prefeitura de Campina Grande, com o apoio da Secretaria de Agricultura (Seagri), reúne cerca de 400 peças de artesanato, além de produtos da agricultura familiar e funciona das 17h às 22h.
No local, estão expostos desde laços de cabelo, lápis decorado, porta-garrafa de crochê moderno, bolsas, brincos, sandálias e chapéus em couro e camisas com motivos juninos, além de artigos de cozinha, como toalhas de prato, biscoitos artesanais, entre outros. Os produtos são produzidos por artesãs ligadas aos Centros de Referência em Assistência Social (Cras), Jeremias, Liberdade, São José da Mata, Três Irmãs, além da Gerência da Pessoa com Deficiência (PCD) e Serviço o Migrante, com preços que variam de 8 até 40 reais.
Ao lado do companheiro, a enfermeira aposentada, Rosangela Marinho, ficou encantada com o colorido e a variedade dos produtos. Ela conta que faz crochê desde a adolescência e sabe muito bem o valor desse trabalho. ”É de fato um valor muito especial. São mães guerreiras, atípicas que estão expondo aqui os seus talentos. São peças que precisam ser valorizadas, além de serem vendidas em um precinho bem camarada. Se cada pessoa que vier aqui levar uma peça, por mais simples que seja, estará contribuindo significativamente para o trabalho dessas mulheres”, destacou.
No local, também é possível encontrar produtos da agricultura familiar, produzidos por doceiras de zonas rurais da cidade, ligadas à Seagri, a exemplo dos bolos de milho, macaxeira, paçoca, pudim, e a famosa cocada na quenga. Ana Paula Miranda, artesã, que é acompanhada pelo programa Colo pra Mãe (Gerência PCD), está gerenciando o projeto. Ela perdeu uma filha com 8 anos, que tinha microcefalia e paralisia cerebral. Por isso, sabe bem a importância na valorização das peças e a visibilidade sobre a realidade das mães atípicas.
“Foi muito importante pra nós termos um espaço este ano, para expor os nossos produtos. Sempre estamos produzindo e não temos onde vender. As vezes vendemos em casa mesmo ou quando vamos a terapia com os filhos, mas este ano está sendo diferente neste São João. Estamos com uma expectativa muito boa de vender tudo o que produzimos para este início da festa e pretendemos produzir ainda mais e expandir o nosso trabalho e fazer uma renda extra. Se Deus quiser”, disse a artesã.
“Estamos muito satisfeitos em saber que as artesãs atendidas pelos serviços da Semas e agricultoras familiares, ligadas à Seagri, estão tendo a oportunidade de expor os trabalhos nesse São João. São mulheres guerreiras, com histórias de superação e com muito talento. Esse é o trabalho da assistência social, trazer políticas públicas que consigam mudar a realidade de muitas famílias, em especial, de mães atípicas. Tenho certeza que estamos no caminho certo”, disse o secretário da Semas, Fábio Thoma.
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