A Secretaria de Saúde de Campina Grande, por meio da Gerência de Vigilância Ambiental, orienta a população sobre o manejo seguro para coleta e eliminação do Caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), espécie exótica invasora que costuma se proliferar no período de chuvas e de maior umidade. Além de causar danos ambientais, esse caracol pode atuar como hospedeiro de parasitas capazes de provocar doenças em seres humanos, como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.

De acordo com o gerente de Vigilância Ambiental, Hércules Lafite, o papel da Prefeitura é fornecer orientações à população para evitar contaminações. “Nossas equipes de educação em saúde e os agentes de combate às endemias fazem o trabalho de orientação aos moradores, instituições e órgãos públicos sobre a forma correta de realizar a coleta e o descarte dos caramujos, seguindo as recomendações preconizadas pelo Ministério da Saúde”, destacou.
Seguindo a Nota Técnica nº 30/2022-CGZV/DEIDT/SVS/MS do Ministério da Saúde, ainda em vigência, a coleta do molusco deve ser feita utilizando luvas ou outro tipo de proteção para evitar o contato direto da pele com o animal e seu muco. Os caramujos devem ser colocados em um balde contendo uma solução de um litro de cloro para três litros de água, no qual é necessário deixá-los imersos por 24 horas. Após esse período, a água deve ser descartada na rede de esgoto e os moluscos mortos colocados em um saco bem fechado para descarte no lixo comum.
A Gerência de Vigilância Ambiental orienta ainda que as conchas dos caramujos não devem ser deixadas no ambiente, a fim de evitar o acúmulo de água e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. É importante inspecionar quintais, jardins e terrenos, principalmente durante o período chuvoso, quando ocorre um aumento da reprodução da espécie.
Cuidado redobrado na higienização de alimentos
Outra medida preventiva para evitar a contaminação pelo caramujo africano é a higienização adequada de verduras, legumes e frutas, já que a transmissão de parasitas pode ocorrer por meio da ingestão acidental de alimentos contaminados pelo muco do caramujo. A recomendação, segundo a gerência de Vigilância Ambiental de Campina Grande, é lavar bem os alimentos em água corrente, deixá-los de molho em solução clorada (na proporção de uma colher de água sanitária para cada litro de água) por 10 a 15 minutos, enxaguar e só então consumir.
A Gerência de Vigilância Ambiental reforça que, diante da presença de caramujos africanos, a população pode procurar orientação junto às equipes de saúde do município. O controle da espécie depende da colaboração dos moradores e da adoção das medidas corretas de manejo e descarte, contribuindo para a proteção da saúde pública e a prevenção de doenças.
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