Dois projetos desenvolvidos em escolas municipais ganharam destaque na Feira de Tecnologia de Campina Grande (Fetech), realizada nesta quarta-feira (9), no Centro de Convenções. Os dois projetos foram desenvolvidos por estudantes da Rede Municipal de Ensino e trazem tecnologia com materiais recicláveis e inclusão de meninas na ciência, graças a isso chamaram atenção do público pela criatividade, inovação e impacto social.
Representando a Rede Municipal, participaram da exposição a Escola Municipal Frei Dagoberto Stucker, com o projeto “Jardins da Rosa Mística”, e a Escola Municipal Padre Antonino, com o “REEEciclo Tech”. As iniciativas demonstraram como a educação pode transformar a realidade por meio da pesquisa, da ciência e da sustentabilidade.
O projeto Jardins da Rosa Mística, desenvolvido pela Escola Frei Dagoberto Stucker, alia pesquisa científica, recuperação ambiental e incentivo à participação feminina nas áreas de Ciência, Tecnologia e Engenharia. A iniciativa utiliza jardins flutuantes para contribuir com a despoluição do Riacho das Piabas, envolvendo estudantes, universidade e comunidade em uma ação de impacto ambiental e social.
A estudante Stefhanny Victoria, de 13 anos, explicou que o projeto busca despertar o interesse de mais meninas pelas áreas científicas, ao mesmo tempo em que promove benefícios para a comunidade.
“O nosso projeto é para influenciar que mulheres participem de engenharia, tecnologia e a ciência. E aqui é uma amostra do nosso jardim flutuante. As raízes dessa planta vão sugar impurezas e bactérias, deixando o riacho mais limpo e visível. E um dos nossos objetivos é incluir as meninas tanto na engenharia como tecnologia, e também para que a gente consiga que nossa comunidade seja lembrada tanto com políticos como outras pessoas”, disse a estudante.
Já a Escola Municipal Padre Antonino apresentou o REEEciclo Tech, projeto que transforma resíduos eletrônicos em recursos para a aprendizagem por meio da robótica sustentável. Durante a feira, os estudantes exibiram um trem construído com materiais reutilizados, demonstrando, na prática, conceitos de eletricidade, física, engenharia e sustentabilidade.
O estudante Mateus Nunes, de 15 anos, do 9º ano, detalhou como o equipamento foi desenvolvido.
“O nosso trem foi confeccionado com peças reutilizáveis, como latinhas de refrigerante, baterias de robôs que são desmontáveis e a bateria de 9 volts. Também usamos palitos de picolé, palitos de churrasco para fazer a base e colocamos as rodinhas feitas também de latinhas de refrigerante. A impulsão é criada pelos fios elétricos e a bateria fornece a energia química, fazendo com que o trem ande normalmente”, explicou.
Para a diretora técnico-pedagógica da Seduc, Isabelle Pires, a participação na FETECH reforça o compromisso da Rede Municipal com uma educação que estimula a pesquisa, o protagonismo estudantil e a transformação social.
“A primeira importância é tirar os estudantes do lugar de estudantes para o lugar de pesquisadores e protagonistas, porque eles estão em projetos contínuos e que estão sendo expostos aqui na Fetech, um espaço onde deixam de ser apenas aprendizes e se tornam protagonistas da transformação social. Os dois projetos apresentados possuem impacto social. O REEEciclo Tech utiliza a robótica sustentável para transformar resíduos eletrônicos em soluções de aprendizagem, integrando ciência, tecnologia e educação ambiental. Já o projeto Jardins da Rosa Mística utiliza meninas pesquisadoras, em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande e a comunidade, para recuperar a qualidade da água por meio de jardins flutuantes, incentivando inclusive o protagonismo feminino”, destacou.
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