O Maior São João do Mundo 2026 será o 4° consecutivo do novo modelo de gestão e realização implantado pela Prefeitura de Campina Grande, que não investe mais dinheiro no custeio direto da festa.
Foto: Rondinelle Paula
Para a edição de 40 anos do evento, em 2023, um pregão eletrônico foi vencido pela empresa Arte Produções de Eventos Artísticos e Locações Ltda., de Fortaleza (CE). À época, o processo previa a exploração de dois anos do evento e, de forma inédita, no novo modelo a Prefeitura iria receber recursos pela cessão da gestão da festa.
Concorrendo com três outras empresas, a Arte Produções de Eventos Artísticos e Locações Ltda. cumpriu rigorosamente todas as exigências burocráticas, de expertise, e a previsão do pagamento do montante total de R$ 355.655,91 de outorga pela realização das edições de 2023 e 2024. O valor mínimo de lance foi de R$ 341.976,84.
O contrato celebrado naquele ano previa também a possibilidade de sua renovação por mais dois anos, sem a necessidade de um novo pregão. O que aconteceu e deu continuidade ao fato da Arte Produções realizar as edições de 2025 e 2026 (que acontece entre os próximos dias 03 de junho a 05 de julho).
A eficiência do modelo implantado em Campina Grande de forma pioneira vem se consolidando e colocando a cidade num patamar de destaque entre as demais que realizam eventos de festa junina em modelos semelhantes.
Para o diretor de marketing da Arte Produções, Pedro Aryell, participar de um modelo inovador é interesse para a empresa que tem na inovação um pilar identitário.
“Como Grupo Arte Produções sempre buscamos novas formas de negócios. Está no nosso DNA criar, inovar, inclusive no formato de negócio. São muitos anos e experiências nos fazendo sempre desenvolver mais e melhor.”, afirmou Pedro Aryell.
Enquanto os concorrentes diretos de Campina seguem realizando as festas tendo responsabilidade no custeio de estrutura e grade artística, Campina foca em direcionar recursos que historicamente seriam para esta importante festa para outras áreas, a exemplo de Saúde, Educação e Infraestrutura.
Sem falar nos crescentes números de movimentação econômica, valores girando na cidade durante o evento – em 2025 foram mais de R$ 742 milhões em 38 dias de festa.
“A expectativa para este ano é um crescimento mínimo de 10% em todos os indicadores. Crescimento esse que é de retorno para a cidade, uma vez que não há custeio direto com a festa. Até mesmo nos eventos em que participamos ano após ano em todo o Brasil, vendendo o destino Campina Grande, O Maior São João do Mundo sempre se destaca como um case de sucesso, justamente pela eficiência do modelo”, disse a secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Tâmela Fama.
Outro ponto a se considerar é o de que Campina não está na mira de órgãos de controle de finanças dos poderes públicos, que emitem constantes alertas à Prefeituras que ainda desembolsam valores consideráveis para realização desses eventos, sobretudo sem ter um histórico favorável no que diz respeito ao retorno desse recursos por meio da atração de cada vez mais pessoas do país às suas cidades – para que esses façam a economia girar consumindo desde hospedagem a alimentação nesses locais.
É possível enumerar os benefícios que Campina segue conquistando com a eficiência do novo modelo de realização d’O Maior São João do Mundo, partindo do principal que é a transparência. A cidade compartilha a gestão da festa com uma empresa privada, que arca com todos os custos operacionais. A empresa consegue atrair patrocínios e se beneficia do retorno financeiro da venda de espaços para empresas que estampam suas marcas na festa, enquanto que o Poder Público ganha com a movimentação econômica e impostos deixados na cidade.
Codecom/Arte Produções

